Menos preconceito, mais índio

Somos os Baniwa, moramos no Alto Rio Negro, na Amazônia. Andamos pelados. Vivemos isolados. Não conectados. Estamos sempre de cocar. Comemos com a mão. Cortamos o cabelo sempre igual. Não temos pátria, nem religião e o nosso único esporte é caçar. Ou pelo menos era assim em 1500. E se tudo mudou e você continua sendo "homem branco", por que a gente não pode mudar e continuar sendo índio?

Essa é a pergunta de um velho líder do povo Baniwa que encerra o filme da primeira campanha do Instituto Socioambiental (ISA), lançada em 2017.

A reflexão resume um dos desafios dos povos indígenas no Brasil: enfrentar o racismo e o preconceito que sofrem por terem incorporado hábitos e tecnologias não-indígenas ao seu dia a dia. Como se, para terem suas identidades e seus direitos respeitados, precisassem viver parados no tempo, como uma peça de museu!

A campanha #MenosPreconceitoMaisÍndio foi filmada em uma comunidade baniwa no Alto Rio Negro, Amazonas, pela Pródigo Filmes, e é um convite a todos os brasileiros para olhar os povos indígenas com mais generosidade e respeito.

"Estamos felizes de poder ajudar a combater o preconceito que sofremos e que sabemos que parentes nossos em várias partes do país também sofrem, muitas vezes com violência", conta André Baniwa, uma das principais lideranças da etnia.

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