
Modalidade de ensino: Educação Escolar Indígena
Justificativa: A atividade dialoga com a Língua Portuguesa, ao promover leitura, escrita e produção textual; com Ciências, ao abordar os ciclos de cultivo e o meio ambiente; e, com História, ao recuperar práticas tradicionais da agricultura indígena. Além disso, rompe com a fragmentação disciplinar ao integrar saberes comunitários ao espaço escolar, criando pontes entre o conhecimento científico e o tradicional.
Duração: 1 ano
Descrição da proposta pedagógica
A atividade surgiu a partir da necessidade de valorizar os saberes da comunidade indígena Rio dos Índios, articulando o conhecimento tradicional com os conteúdos da Educação de Jovens e Adultos. O objetivo foi promover a alfabetização e o letramento por meio de práticas significativas conectadas ao cotidiano e à realidade cultural dos educandos.
A estratégia desenvolvida foi a construção coletiva de cartazes sobre o ciclo do cultivo do milho e da mandioca, alimentos centrais na agricultura familiar indígena. Os participantes foram organizados em grupos, realizaram desenhos, escreveram textos e discutiram os processos de plantio e colheita. A prática incluiu rodas de conversa, produção textual e atividades de ilustração, fortalecendo a oralidade, a escrita e a cooperação.
Assim, a atividade uniu o ensino formal às experiências de vida da comunidade, tornando o aprendizado mais participativo e contextualizado.
Como a ação pedagógica se relaciona com a Lei 11.645/2008?
Esta atividade trabalha com a Lei 11.645, de 2008, porque valoriza os saberes locais sobre agricultura familiar, ciclo do milho e da mandioca, elementos fundamentais da identidade cultural indígena. O tema principal foi agricultura familiar indígena como forma de sustento, cultura e tradição, evidenciando o papel da terra e do trabalho coletivo na preservação do conhecimento ancestral.
Interculturalidade presente na ação pedagógica
A interculturalidade está presente na proposta, pois promoveu o encontro entre os saberes indígenas (cultivo tradicional, oralidade, memória coletiva) e os conteúdos escolares formais (escrita, leitura, organização gráfica). O diálogo entre culturas permitiu que diferentes formas de ensinar e aprender fossem respeitadas, valorizando tanto a herança indígena quanto os métodos pedagógicos da EJA.
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Ariponã: diálogo intercultural e valorização da cultura pataxó em escolas de Betim, MG